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OS "RELIGIOSOS FICANTES" COM DEUS: A GRANDE AMEAÇA DOS HIPÓCRITAS

Data : 21/6/2008


Sem nenhum propósito de refinamento teológico, e sem pré-disposição de concorrer às academias de letras que precisam urgentemente usar as letras não para os requintados encontros, mas para de fato se tornarem autênticas academias de fomento a cultura e até mesmo se transformarem em "trincheiras" da defesa de ideais, o  Escritor aqui pretende discorrer sobre um tema delicado, me refiro aos religiosos hipócritas, principalmente aos que se intitulam cristãos.
 
Carregar uma bíblia praticamente todos os dias, às vezes até para o trabalho é fácil. Ir a missa aos domingos é fácil. Viver corrigindo os outros com base em suas convicções doutrinárias é fácil. Condenar a religião dos outros é fácil. Se arvorar o único proprietário do Deus verdadeiro é fácil. Participar de eventos e procissões religiosas é fácil. Dizer Amem, Aleluia, é facílimo. Estamos na realidade "cercados" de um certo tipo de religiosidade que podemos considerar como os Ficantes com Deus.
 
Na verdade o mundo está cheio de religiosos dissimulados, aqueles que se esmeram em vestir-se de religiosidade, de santidade, mas no dia-a-dia não se constata de fato as práticas cristãs. A exemplo do mundo profano com os modismos atuais de apenas ser Ficante (o namoro, o noivado e o casamento tornam-se cada vez mais raros, e infelizmente ainda tem autoridade religiosa respaldando anulação de casamento com embasamentos frívolos), esta espécie perigosa (agora vou começar a usar as aspas para caracterizar bem o sentido exato da mensagem) de "religiosos" se proliferam, ocupam espaços e se dão ao desplante de usarem cinicamente o poderoso e honrado nome de Deus.
 
Os "Ficantes" com Deus não podem ficar muito tempo longe de seus templos, longe da visão de seus líderes. Sem este determinado "policiamento" eles logo se revelam pela mesquinhez de suas condutas, comportamentos hediondos, palavras e ações malévolas, pois Deus não está sendo útil para este tipo de "religioso" naquele momento. A armadura de religioso é vestida somente quando é conveniente, quem sabe até mesmo obter vantagens financeiras, etc.
 
Esta espécie de "religiosos" é danosa por freqüentar as igrejas com a maior "cara de pau", e até mesmo compartilhar da intimidade de outros grupos sociais ou familiares. Deus é usado pelos "Ficantes" apenas quando é conveniente dissimular aos outros, tentarem passar uma imagem de correção, honradez,disciplina, temor, cristianismo e ética profissional. O conflito de não se renegar a condição de "Ficante" para este tipo de gente se constitui exatamente no fato de que não existem espaços para o cinismo e a dissimulação entre os autênticos cristãos.
 
Dizer, portanto ser cristão é fácil, muito fácil, difícil mesmo é se verificar as práticas cristãs no dia-a-dia, e aí reside o fato do grupo expressivo de "Ficantes" com Deus. São os enganadores de si mesmo. São os infelizes que vivem escondidos em suas máscaras. São aqueles que não conseguiram se sustentar sequer como gente. E o pior, tentam enganar a Deus. Não querem avançar neste compromisso com Deus, por terem rigorosamente que renunciarem ao cinismo, a covardia, as máscaras de moralismo, as enganações.
 
O "Ficante" com Deus teme, mas teme mesmo o questionamento ético de suas atitudes enquanto ser humano, enquanto membro de uma família, enquanto profissional. Longe deste Escritor se achar exemplo de cristão, no entanto com absoluta convicção posso testemunhar meu esforço, a minha busca constante pelo aperfeiçoamento. O que se coloca aqui para reflexão são os casos dos hipócritas. São aqueles que se travestem, que utilizam Deus apenas no conveniente, no momentâneo. Deus está infelizmente para esta gente apenas da boca para fora. Na esperança de autênticas mudanças, na Paz de Cristo!
 
Paulo Ayres – Jornalista, Radialista, Professor e Tecnólogo em Gestão de RH (email:pauloayres@ibest.com.br / celular: 8116-9750

Autor : Paulo Ayres – Jornalista   Fonte : Paulo Ayres – Jornalista
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