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Artigo : Como escrever

Data : 21/1/2009


Com as férias se aproximando do início das aulas, é bom aprendermos o que muda com o novo acordo ortográfico da língua Portuguesa.


- As mudanças estabelecidas pelo acordo ortográfico atingem em menor escala a grafia utilizada no Brasil: aproximadamente 0,5% das palavras, enquanto em Portugal chegam a 1,6%.


As alterações dizem respeito ao uso de sinais diacríticos (trema, acentos agudo e circunflexo) e hífen.


O acordo procura eliminar particularidades sentidas como supérfluas nas duas normas, em nome da uniformidade ortográfica no mundo da lusofonia (cultura portuguesa).


A ortografia do português, no Brasil como em Portugal, continua a ser predominantemente fonética, com razoável correspondência entre forma gráfica e pronúncia.

- É este critério que rege a eliminação das “letras mudas”, muito utilizadas em Portugal em palavras como direcção (que passa a direção – sem o c), e adoptar (que passa a adotar – sem o p), assim como a supressão do trema. 


O que muda no Brasil

com as novas regras do acordo: 


Alfabeto 


O alfabeto da língua portuguesa passa a ter 26 letras, com a inclusão oficial do k, w e y. 


Acentuação 


As palavras paroxítonas (palavras cuja tonicidade recai na penúltima sílaba) com os ditongos abertos tônicos éi e ói, como idéia e paranóico perdem o acento agudo. 


Palavras como crêem, dêem, lêem e vêem, também perdem o acento, assim como as paroxítonas com acento circunflexo no penúltimo o do hiato oo (vôo, enjôo).


Palavras homógrafas (com a mesma grafia, mas com pronúncia diferente) como pára, pêlo, pélo e pólo, também não serão mais acentuadas. 


Paroxítonas cujas vogais tônicas i e u são precedidas de ditongo decrescente, como “feiúra” e “baiúca”, também não levam mais acento. 


Trema ( ¨ )


O trema será totalmente eliminado das palavras portuguesas ou aportuguesadas, como cinqüenta e tranqüilo.

- A única exceção fica por conta de nomes próprios estrangeiros, como “Müeller”, por exemplo. 


Hífen (-)


As novas regras para o hífen são as que têm causado mais dúvidas. Alguma dificuldade por advir de umas tantas mudanças no uso de hífen.

- Mas, se considerarmos que este sempre foi um domínio de zonas obscuras, os usuários podem até vir a sentir-se aliviados com a possibilidade de alguma simplificação.


O hífen não será mais empregado em prefixos terminados em vogal seguidos de r ou s. Neste caso, dobra-se o r ou o s.

- Exemplos: antirreligioso, antissocial e minissaia. 


Atenção!


O hífen será utilizado com os prefixos hiper, inter, super seguidos de palavras iniciadas por r, como hiper-resistente. 


O sinal também será utilizado em prefixos terminados em vogal como ante, contra e semi seguidos de vogal igual ou h no segundo termo.

- Exemplos: micro-ondas, anti-higiênico e pré-histórico.


Cá com meus botões


“Nunca foram meia dúzia de consoantes mudas - como nas formas lusitanas “adopção”  e “óptimo” - que constituíram barreira à intercomunicabilidade entre leitores e escritores dos dois lados do Atlântico”. - Hélio Schwartsman (filósofo e escritor)

Autor : Antônio Roque   Fonte : Antônio Roque
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