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Artigo : A dengue e o desenvolvimento; Orestes Muniz

Data : 27/1/2010

   

*Orestes Muniz

O Brasil atravessa um bom momento de crescimento. E Rondônia vive esse momento de forma espetacular.

Ocorre, entretanto, que existem algumas coisas que teimam em nos lembrar que nem tudo é  um “mar de rosas”. É o caso do surto de dengue que impõe a população um sofrimento desmedido e que, além de tudo, traz preocupações, revoltas e cuidados.

Todos sabem os efeitos deletérios da dengue. A pessoa acometida sofre com os sintomas e o que é mais preocupante, não há remédio específico para combater o mal, e o resultado dos exames para confirmação da doença só chegam quando o paciente já está praticamente recuperado, pois demora oito (8) dias. O diagnóstico é clínico.

A pessoa com dengue fica impossibilitada de exercer suas atividades normais, diminui a sua produção, falta ao trabalho, sofre dores generalizadas, sente desânimo e corre risco de morte. Some-se a tudo isso os transtornos que provoca na família e os gastos com remédios.

A dengue é transmitida por mosquito. E é do conhecimento geral como deve ser combatido o transmissor da doença. Tanto é verdade que, após as notícias do aumento dos casos, iniciou-se um trabalho para reverter a situação.

A pergunta que cabe neste momento é: por que não se iniciou o combate ao mosquito antes que a situação se tornasse dramática para inúmeras famílias no país e em Rondônia em particular?

Na verdade, a sociedade precisa estar sempre atenta às questões socioambientais que podem causar transtornos e afetar a nossa vida em comunidade.

Precisa-se estar constantemente cobrando das pessoas que assumem determinadas funções atenção constante, mesmo nos períodos de calmaria, para realizar um trabalho preventivo, e não deixar que seja necessário correr atrás do prejuízo depois que o problema estiver instalado.

Essa questão da dengue precisa fator de motivação das pessoas – e, principalmente as autoridades públicas - para que pensem o futuro de nosso Estado e do país quando se analisa o seu desenvolvimento, para que o crescimento da economia seja fator de melhoria das condições de vida dos cidadãos.  

*É  advogado militante

Autor : Orestes Muniz   Fonte : Orestes Muniz
COMENTÁRIOS ENVIADOS PELOS INTERNAUTAS
Nome: Gisele

Comentário : O egoísmo os partidários sempre elevam a questão como um fato de gravidade quando a situação está um caos, tornando tudo mais dificil o controle e deixando ainda mais fácil que a doença se alastre. Muitos sofrem com a doença que parte muito mais para nivel elevado do que para um pequeno desanimo! Se a população faz sua parte ou não, porque a prefeitura como outros politicos não resolvem situação como ruas como as de rondonia que além de não asfaltadas estão emburacadas e com poças de lamas enormes o que contribuie para todo essa realidade que estamos vivendo, alias de pessoas morrendo! Que nossa hipocresia não seja um erro que nossos filhos possam acerta, mais que diante de todo um transtorno da população, que a situação seja pelo menos contornada e todos tenham pelo menos atendimento como ser humano e não como animais que tem que esperar por horas com dor na recepção de hospitais publicos.

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