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ASTIR : Chapa 45 quer validação do voto dos policiais que residem no interior do Estado
Data : 10/12/2009
Integrantes da Chapa 45 descartam a realização de nova eleição
Os integrantes da Chapa 45, que concorreu à diretoria executiva da Associação Tiradentes da Polícia e Bombeiros Militares de Rondônia (ASTIR), quer a validação do voto das urnas de lona, que foram distribuídas em 11 municípios do Estado e que garantem a sua vitória. As urnas de lona possuem 116 votos a mais do que os votos contabilizados, porém foram invalidados pela Comissão Eleitoral, favorecendo a Chapa concorrente.
As urnas de lona continham os votos de policiais e bombeiros que residem em cidades mais distantes do eixo da BR-364, uma vez que a Comissão Eleitoral não disponibilizou urnas para estes associados. Segundo os integrantes da Chapa 45 no momento da contagem dos votos e com o resultado favorável a eles, a Comissão Eleitoral decidiu invalidar as urnas de lona, com o argumento que os votos deveriam estar em envelopes e identificadas com o nome do associado, o que contraria o sigilo do voto.
Os policiais que fazem parte da chapa 45 descartam, de forma unânime, a realização de uma nova eleição, para evitar mais desgastes físicos e financeiros, tanto para os cofres da Astir, quanto das pessoas envolvidas no pleito eleitoral. Eles impetraram recursos administrativos e jurídicos para reverter a situação e fazer valer a vontade da maioria dos associados da ASTIR.
O PM Cleiton Gomes ressalta a revolta da categoria, que não teve respeitada a decisão da maioria dos eleitores. “O que está havendo é um cerceamento a vontade da Assembléia, que decidiu através do voto escolher a Chapa 45. Não está sendo valorizado o voto do policial que reside no interior do Estado e toda a categoria está sendo desrespeitada por uma Comissão Eleitoral condicionada”, disse o PM Cleiton.
Este ano a eleição contava com um caráter mais democrático, por ser a primeira vez em que três chapas disputaram o pleito. No entanto, a desconsideração de votos de policiais no interior do Estado, causou revolta e indignação dos policiais lotados no interior, que compareceram em número expressivo. Foram 13 urnas impugnadas sem justificativa plausível. “Essa eleição é histórica, pois os policiais do interior, que antes não participavam do processo, fizeram questão de enfrentar grandes distâncias para votar. Associados se deslocaram até 360 km para ir às urnas e não tiveram seus votos respeitados”, contestou o PM Cleiton, que também representa o interior, por ser de Alvorada D´Oeste.
Entenda o caso
Encabeçada pelo PM Sgt. Aildo da Cruz, a Chapa 10, é composta por membros da Junta Governativa – indicada através de eleição indireta – e visava manter o comando da associação sem aprovação da maioria da categoria, e, portanto, tinha o apoio da Comissão Eleitoral. A Chapa 45, composta pelo PM Cleiton e o Sgto Filho, obteve a maioria dos votos.