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Desai define ações de vigilância contra o H1N1 em Rondônia

Data : 2/12/2009

   

Foto : Assessoria - Funasa
O coordenador-geral de Atenção à Saúde Indígena do Departamento de Saúde Indígena (Desai), órgão executivo da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) Flávio Nunes esteve reunido ontem (2) com chefes do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsai) Porto Velho e Vilhena e lideranças, para analisar o aumento de casos de Síndrome Gripal nas populações indígenas atendidas pelo Dsei Porto Velho, em Rondônia. Após o encontro será formado um Gabinete de Crise com a intenção de intensificar ações de monitoramento e vigilância já adotadas pela Funasa, na região.
Desde o início da manifestação de casos de Influenza A Pandêmica (H1N1), em 2009, o Departamento de Saúde Indígena (Desai) da Funasa adotou medidas de controle e vigilância da propagação do vírus nas comunidades indígenas. Por considerar que a população indígena já possuía um histórico de vulnerabilidade a doenças respiratórias, o Desai tipificou os indígenas como grupo de risco e, rapidamente, mobilizou o Grupo de Trabalho do Ministério da Saúde para adotar medidas específicas e diferenciadas a essa população.

Os Dseis foram orientados a fazer um monitoramento de casos de Síndrome Gripal e de Síndrome Respiratória Aguda Grave, com o objetivo de mapear a incidência de casos. “Como o diagnóstico para identificar a contaminação pelo vírus H1N1 pode demorar muitos dias, a Funasa se antecipou e adotou medidas preventivas para que, na eventualidade de confirmação da doença o medicamento seja aplicado a tempo”, explicou Flávio Nunes.

O Desai instituiu um relatório de Notificação de Surtos para monitorar as informações vindas dos Dseis de todo país. Com isso, traçou um plano de trabalho que compreende a capacitação dos profissionais e a vigilância constante da saúde indígena.
Além do treinamento de profissionais, a Funasa disponibilizou R$ 8 mil para cada Dsei prioritário. O recurso está sendo utilizado na aquisição de equipamentos de proteção individual, como luvas, máscaras, aventais e outros itens de higiene, como álcool em gel. O medicamento Tamiflu também está sendo distribuído, desde agosto deste ano, nos Dseis onde é necessária a preparação para possíveis casos.
Esse tipo de ação preventiva já se revelou exitosa no controle da Influenza Pandêmica A (H1N1) nas áreas indígenas de Roraima; Rio Grande do Sul e Amazonas.

Autor : Portalrondonia.com   Fonte : Assessoria - FUNASA
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