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Prefeito de Jaru enfrenta problemas sérios com a infra-estrutura do município
Data : 6/1/2010
O Secretário de obras, afirmou recentemente em entrevista a uma TV local, que moradores fazem chantagem quando pedem recuperação de ruas.
O prefeito de Jaru, distante cerca de 290 km de Porto Velho, Jean Carlos dos Santos (PMDB), está tendo muitas dificuldades para administrar o município. De acordo com informações ventiladas na imprensa local, Jean Carlos encontrou a prefeitura quebrada, a população revoltada com a administração anterior e ainda, servidores desacreditados e criticados com veemência pela população e imprensa local. Além desses problemas, a infra-estrutura do município está em maus lençóis. Jean Carlos enfrentou este ano uma epidemia de dengue, surto de várias outras doenças e para piorar a saúde quebrada, não oferecendo a mínimas condições de atendimento à população que está profundamente decepcionada com os funcionários mal humorados desse setor.
O município também vem tendo um aumento exorbitante na quantidade de usuários de drogas e a polícia militar tem se desdobrado para coibir o tráfico. Com o aumento dos usuários de entorpecentes, principalmente o “crack”, a violência, assaltos, furtos e roubos, aumentaram muito e a população reclama em sites, canais de rádio e TV local, que é preciso investir mais em políticas públicas para tentar salvar as criança e adolescentes desse mundo paralelo. Jean Carlos ainda enfrenta problemas dentro da sua administração, de acordo com informações, muitos de seus fiéis secretários estão desacreditados com a população que não agüenta mais sofrer com saúde e a infra-estrutura, dois “calos” da administração. O desemprego nunca foi tão voraz com o município, que como a maior parte das cidades de distritos de Rondônia, tinha como principal base de sustentação, “a madeira”, que está defasada desde o final dos anos 1990.
Desta feita para piorar a situação da administração municipal, o secretário de obras, Roberto Emanuel, afirmou em entrevista a uma emissora de TV local, ontem, 04, que moradores estão utilizando de chantagem para reivindicar seus direitos junto à administração do município. Emanuel que é um excelente secretário, pois fez parte de administração Amauri Santos(PMDB), prefeito de Jaru em uma oportunidade e quase meia, 2000/2006, pois bem, ele fez esta “reclamação denúncia” devido à brincadeira feita por moradores que usaram um boneco chamado “Maria Valeta” para reivindicar a recuperação na Rua Padre Chiquinho.
Mas, a secretaria de obras do município não tem apenas essa rua como problema, a rua Paraná com Raimundo Barreto, no setor sete está com uma “cratera” que mede cerca de 1.60 metros de profundidade e se estende por dez metros. Ainda na área urbana, uma ponte que liga as Avenidas Rio Branco com Padre Adolpho Rhol, (Principais Avenidas do município) e ainda a rua Leoberto José Leite no setor 06, está em péssimas condições e a qualquer momento pode ocorrer um acidente de proporções catastróficas no local.
Na área rural do município não é diferente as reclamações são constantes. Moradores da linha 628, por exemplo, estão esperando a cerca de dois meses, pela construção de uma ponte. De acordo com depoimentos colhidos pelo site Jaru On-Line, os moradores estão revoltados com a desatenção do poder público, “podemos ficar isolados aqui, esse descaso é um desrespeito muito grande para com os produtores rurais”, disse um morador revoltado com a situação da ponte que pode cair a qualquer momento.
Não foi possível entender onde o secretário de obras viu chantagem na reivindicação dos moradores, através de uma forma bem humorada de reivindicar direitos garantidos pela “Constituição Federal”, mas, foi possível perceber, ver, notar e noticiar, que ele terá de trabalhar muito em 2010 para conseguir solucionar os problemas de infra-estrutura do município e cumprir com seu dever.
“A Palavra Vale Prata. O Silêncio Vale Ouro”.
Talvez o secretário Roberto Emanuel não saiba o significado da palavra “Chantagem”, vamos contribuir:
Chantagem - É um ato ou prática imoral que consiste em ameaçar revelar coisas ou informações sobre uma pessoa, a não ser que a pessoa ameaçada cumpra exigências, geralmente para proveito próprio, feitas pelo ameaçador. Pode-se definir a chantagem como sendo uma situação onde a primeira parte (quem faz a chantagem) exerce um processo de pressão e/ou tortura mental sobre a segunda parte (quem sofre a chantagem) a fim de receber dessa, algo de seu interesse, visto que a segunda pessoa não poderá (ou terá vontade de) consentir.